Aumento da carga tributária e o reflexo no consumidor

06/02/2015

Aumento da carga tributária e o reflexo no consumidor

 

*Por Patrícia Silveira Lopes

untitledO recém nomeado para Ministro da Fazenda Joaquim Levy, adotou uma nova estratégia tributária com objetivo de aumentar arrecadação de impostos para o ano de 2015, visto que houve uma queda significativa no fechamento do ano de 2014.

Com o aumento da carga tributária é comum a preocupação para onde será refletida as mudanças e para quem ficará a responsabilidade do peso. Para o ano de 2015, os economistas acreditam que a parte mais afetada será o consumidor.

A guisa de exemplo está a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que de 1,5% passou para 3%, sendo incluídas também no aumento os empréstimos pessoais e financiamento imobiliário.

Outro reajuste assustador anunciado pelo governo está o aumento no preço do combustível, pelo qual será o valor de até R$ 0,22 por litro para a gasolina e em R$ 0,15 por litro para o diesel e ainda, ficará a cargo dos postos elevar os preços nas bombas.

Quanto a compra de produtos importados os reflexos também serão sentidos diretamente pelo consumidor, pois no imposto sobre importações estão o PIS e a Cofins que foram elevados de 9,25% para 11,75%.

Segundo Levy, o aumento do PIS e Cofins é uma forma de compensar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que excluiu o ICMS das importações. O Governo Federal estima uma arrecadação no valor de R$ 694 milhões para este ano.

Todavia, com o aumento de impostos no crédito, poderá acarretar no país uma retração no consumo e, consequentemente, prejudicar as empresas que dependem das vendas para lucrar.

Assim, o preço do produto ficará mais elevado, enriquecendo de forma exorbitante o custo de vida da população, além de proporcionar medidas drásticas para empresas como demissões, fechamento do estabelecimento ou acumulo de produtos em estoque, isto é, um desiquilíbrio em massa.

O consumidor deverá estar preparado porque ao longo de 2015 pesará no bolso.

 

* Patrícia Silveira Lopes é advogada e representante

 do Departamento Jurídico da Pro Firma.

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